O que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte

Postado em 31/05/2016

Na tentativa de engravidar, as mulheres sexualmente ativas optam por não usar os métodos contraceptivos tradicionais: camisinha e pílula anticoncepcional. Por diversas razões, como acidentes de percurso – uma camisinha que estourou, por exemplo – podem expor a mulher a uma gravidez indesejada. Para essa finalidade, existe a pílula do dia seguinte. Método emergencial de prevenção de uma gravidez acidental, a pílula do dia seguinte deve ser tomada até 72h após o ato sexual para que tenha mais efeito no corpo feminino.

“O risco de uma mulher engravidar é porque ela teve relação e ela já está em processo de liberação do óvulo (ovulação). É nesse período que ela pode ficar grávida. A pílula faz com que o endométrio descame, ou seja, faz a mulher menstruar. Esse óvulo, por mais que seja fertilizado, não vai fazer a nidação, que é a aderência do óvulo no útero. Por isso a pílula só pode ser tomada até 72h depois do ato sexual. Passou desse tempo, a eficácia cai drasticamente”, afirma a médica Natalia Cardoso.

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Camisinha não previne só a gravidez

Está comprovado que o preservativo camisinha é uma forma eficaz de prevenir uma gravidez indesejada. Esse item indispensável não evita só a gestação, mas também impede que homens e mulheres contraiam doenças sexualmente transmissíveis.

“Uma coisa é você não querer engravidar e tomar a pílula. A eficácia é maior e pode sim prevenir a gravidez, mas ela não te dá a certeza de que você não pegou hepatite, HIV, sífilis ou algum tipo de DST, porque você foi exposta às doenças do mesmo jeito”, ressalta a médica Natalia Cardoso, que ainda enfatiza que a pílula vem com uma dose hormonal muito alta e por esse motivo não pode ser usada a toda hora, e acarreta alterações importantes no ciclo menstrual das mulheres.

Seguindo o raciocínio da médica, os dados do Boletim Epidemiológico de HIV de 2015 do Ministério da Saúde apontam que, desde o início da epidemia no Brasil (1980) até junho de 2015, foram registrados 798.366 casos de AIDS. Além do vírus HIV, quem faz sexo sem camisinha pode contrair outras inúmeras doenças sexualmente transmissíveis que são transmitidas por contato sexual (oral, vaginal ou anal).

Recentemente, o Ministério da Saúde mudou a sigla popularmente conhecida como DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) para IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis). No Brasil, as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa, a cada ano, são:

Sífilis: 937.000
Gonorreia: 1.541.800
Clamídia: 1.967.200
HPV: 685.400
Herpes genital: 640.900

Diante de todos os dados citados acima, cabe ressaltar mais uma vez: use preservativo em todas as suas relações sexuais. Em caso de acidente de percurso, mesmo que você opte por utilizar a pílula do dia seguinte para prevenir uma possível gravidez, não deixe de se consultar com um médico e relate que você se expôs a um sexo inseguro. Mantenha os seus exames em dia.

Essa é a dica da Sex Desejo: previna-se!


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